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CIDADE MELHORA ESTRUTURA DA SAÚDE COM CARDIOVERSOR DE ÚLTIMA GERAÇÃO
PUBLICADO EM 04/11/2016
A Unidade de Saúde de Rifaina acaba de receber mais um importante reforço em sua estrutura de equipamentos de atendimento à população da cidade.
O Prefeito Abrão Bisco Filho entregou ao Secretário de Saúde do Município, Antônio Carlos Marcelino dos Santos – Carlinhos da Saúde, um cardioversor (desfibrilador) de ultima geração.
“Achamos mais uma folga em nossas finanças, que graças à Deus estão sob absoluto controle e pudemos fazer mais este investimento com recursos próprios da Prefeitura”, disse o Prefeito.
Entenda o que é desfibrilação
O desfibrilador ou cardioversor é um aparelho usado para tratar arritmias cardíacas, através de choques elétricos aplicados na parede anterior do tórax (desfibrilação ou cardioversão elétrica) .
O desfibrilador é constituído de duas pás, ligadas através de cabos, a um equipamento que transforma a energia elétrica em choques, com intensidade regulável . A intensidade dos choques é medida em Joules (100 J, 200 J ou 300 J). As duas pás é que descarregam os choques na parede anterior do tórax.
Existem atualmente desfibriladores que são usados em locais públicos, que são capazes de identificar e tratar as arritmias cardíacas com um choque de forma imediata . Estes equipamentos são importantes para combater a morte súbita que ocorre fora do ambiente médico (a maioria desses casos é causada por uma arritmia cardíaca, a fibrilação ventricular). O uso dos desfibriladores (desfibrilação ou cardioversão elétrica) poderá ser emergencial ou eletivo.
Desfibrilação emergencial:
Ocorre em situações de emergência, no ambiente médico ou em locais públicos que disponham de desfibriladores. Boa parte desses pacientes está com o seu nível de consciência comprometido, pois as arritmias cardíacas (geralmente a taquicardia ou fibrilação ventriculares) causam um prejuízo significativo para o fluxo sanguíneo do cérebro.
Por tratar-se de uma emergência médica, nenhum cuidado específico é tomado antes da cardioversão elétrica. O importante é realizá-la o mais rápido possível. Em certos pacientes, com taquicardias supraventriculares graves ou taquicardias ventriculares persistentes , mas que ainda estão conscientes, fazemos uma rápida sedação antes da cardioversão elétrica.
Desfibrilação eletiva:
É uma cardioversão elétrica programada. As principais arritmias que levam a uma cardioversão programada, são a fibrilação atrial (a principal) e o flutter atrial. Como essas arritmias podem causar a formação de coágulos dentro do coração, antes da cardioversão, preconiza-se a utilização de heparina por dois a três dias antes (em casos em que o ecocardiograma transesofágico não identifica coágulos) ou o uso de anticoagulantes por um mês antes (é a forma mais segura de evitar a saída de coágulos do coração, na hora da cardioversão elétrica).
O paciente deve comparecer ao hospital em jejum, antes do procedimento. As medicações de uso habitual, não precisam ser suspensas. A cardioversão elétrica será realizada em uma unidade de terapia intensiva, com uma monitorização contínua do ritmo cardíaco, pressão arterial e oxigenação do sangue (oximetria). Antes do procedimento, aplicamos um gel na parede anterior do tórax, principalmente nos locais aonde as pás do desfibrilador serão colocadas em contato com a pele.
Em seguida, é realizada uma anestesia geral de curta duração, geralmente com a participação de um anestesista. No ato da cardioversão elétrica, são realizados um a quatro choques (boa parte dos pacientes têm a sua arritmia revertida com o primeiro choque). Eletrocardiogramas são realizados antes e após o procedimento da cardioversão elétrica.
Logo após o paciente recobrar sua consciência, poderemos liberar algo para ele alimentar-se. Em seguida, este poderá ser liberado para a sua casa.